quinta-feira, 19 de abril de 2012

Final Feliz: Realização de um Sonho

Rio de Janeiro: Cristo cuidando da cidade maravilhosa
Ana passava todo dia pelo mesmo lugar, até que começou a reparar em um homem sentado em um papelão, todos os dias, à noite. Ele parecia um pouco doente, fraco e triste. A primeira vez que conseguiu ajuda-lo, foi para dar alguma coisa que tinha comprado no mercado, ele sorriu, ela sentiu pena, ao chegar em casa começou a chorar.

A imagem que teve foi de um homem fraco e vulnerável...

Ele sempre estava no mesmo lugar, esperando que as mesmas pessoas pudessem ajudá-lo. Um dia ela foi lá com a intenção de conversar com ele. Logo resolveu sentar ao lado dele. Ele ficou muito animado, disse que estava sujo, mas mesmo assim cedeu o pedaço de seu papelão para acomodá-la.

Conversaram por mais de uma hora, foram algumas vezes interrompidos por alguém que dizia e perguntava coisas como “olha o que trouxe pra você”, “você está com fome?” e até um homem que disse, “namorar é bom, né?!”, ela achou graça.

Duas coisas chamaram atenção de Ana: A tristeza que ele tinha em ainda estar vivo “todo dia de manhã acordo e penso, ‘porque não morri?’”. Ele dizia que sua única expectativa era que Deus mandasse logo uma corda para ele se enforcar, porque ele mesmo não podia fazer isso, “é pecado”, completou.

A segunda coisa que lhe chamou atenção foi quando perguntou que se ele pudesse fazer um pedido, o que pediria. Ele disse que voltaria a morar no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro? “É,” ele disse a ela, “já morei lá 7 anos. Não sei porque voltei. Foi o maior erro que cometi”, ela ficou pensando, pensando, e disse: “brother, você quer ir pro Rio, vou te levar pro Rio.”

Continuaram se vendo, sempre dizia que iria ver a passagem o mais rápido possível, mas ele estava desacreditado. Um mês depois do primeiro contato – e ela se arrepende por não ter feito isso antes – fez um gesto. Entrou na internet e comprou uma passagem de ônibus para a capital fluminense, como prometido.
Foram juntos até a rodoviária e conversaram muito sobre ele, a vida, o que ele esperava. Três semanas depois, quando ela menos esperava, recebeu uma mensagem de voz no meu celular. Era ele, o rapaz que tinha ajudado. Em um pulo, levantou do sofá e continuou ouvindo a mensagem: “estou muito feliz por estar aqui no Rio de Janeiro, muito obrigado, Ana, que Deus esteja sempre com você... E continue sendo assim”.

Não dá para saber o quanto Ana mudou a vida de uma pessoa fazendo um gesto... Mas ela sabe que algo mudou nele.

Um gesto era tudo que ele precisava.
E você o que está esperando para fazer um gesto? Alguém pedir?

Nenhum comentário:

Postar um comentário